domingo, 5 de setembro de 2010

Caos cotidiano II



Ele não espera mais nada da última garota com que se envolveu. Aliás, ele não espera mais nada de nenhuma mulher.

Suas mais sensíveis lembranças mostram que a mulher (qualquer mulher) é capaz de fazer tudo para conseguir o que quer. E, infelizmente, ele ostentativamente fora um indivíduo quase que indiferente para as mulheres que conheceu. Mãe, professoras, colegas, namoradas, amantes, peguetes, todas desconsideram suas expectativas e, simplesmente, ignoraram-no. Abandonaram, não olharam, não conversaram, não se interessaram. Esqueceram, riram, usaram, abandonaram. O ciclo se fecha, sempre.

Em suma: passaram por sua vida os piores exemplares do feminino.

E, hoje, assustou-se: "não conheço nada do que dizem ser o melhor da mulher. Nada. E como desejo conhecê-lo".

Mas, para isso, sabe que deverá expurgar todas as defesas que criou em suas outras experiências.

Caos cotidiano I



Quando os dois se conheceram em uma festa, ela, do fundo do seu coração, pensou que aquele cara seria (im)perfeito para ela: com atitude, divertido, cativante, criativo... mas turrão.

Oh, como ele era insistente pelo simples amor à insistência e à grosseria. Numa complexidade de alma boa com um gênio irritante, ela sofrera com a presença daquele cara na mesma roda de amigos. Por diversas vezes, chorou pela forma irritante com a qual a tratara e não entendia o motivo.

Ele NUNCA ficou sabendo dos sentimentos dela, contra os quais, depois de um tempo, ela fez questão de abafar. "Não posso me relacionar afetivamente com um ogro desse", pensava consigo mesma para se convencer.

Afastaram-se por conta de novas amizades, mudanças de profissão.

Após 10 anos, reencontram-se. As experiências que ambos passaram os amadureceram, deram nova visão da vida, novos pensamentos, novas perspectivas... novas atitudes.

Ela percebe que ele está incrivelmente gentil e carinhoso - e ainda criativo, divertido, alegre. A lapidação da grosseira transformou aquele menino em um homem de caráter e humilde... e extremamente apaixonante.

E o inesperado acontece: aquele sentimento que ela tanto abafou ressurge com uma força avassaladora... por mais que ela conteste. Sentimento, agora, proibido: ele está com casamento marcado.

 

sábado, 4 de setembro de 2010

  
Tenho me permitido ver o amor a cada dia - o que antes era impedido por meu ímpeto egoísta de 
"eu quero o amor desse jeito e só" (ou meu ímpeto ignorante de não saber que outras formas de amar também são amor).

Tenho me sentido cada vez mais pequena e cada vez mais feliz.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

2Pac

Uma das melhores músicas do 2Pac.

Há eras eu queria lembrar do nome... até que me entregaram um CD esquecido numa das gavetas do meu trabalho. Um CD com vááárias músicas, inclusive esta.




Surpresas boas de onde não se imagina.

:D



Daqui.
Banho é bom!

Fodástico



































Hoheoheoheoe...
Do Bobagento.

no khaos



Ai, hoje eu chorei insanamente.
Porque meus valores humanos são mais intensos e duradouros do que um carro ou uma noitada.
Porque sou tachada de mil coisas por pessoas que nem me conhecem.
Porque prefiro um final de semana com a família (jogando futebol com o sobrinho o//) a uma viagem fadada a pegações.
Porque priorizo compromissos em detrimento a confraternizações que não são confraternizações.

Porque tudo isso me leva a ser vista como diferente e estranha.
Porque ser vista dessa forma me distancia de pessoas fúteis.
Porque pessoas fúteis não me acrescentam em nada.
Porque as pessoas que me acrescentam em muito são raras e, de todas que conheço, tenho todas como amigas.

Porque, agradecida, sou feliz com o que sou/tenho e estou pouco me fod*ndo para os outros - como eles estão pouco se fod*ndo para mim.


Blog: uma sessão de psicanálise de graça!