quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Você pode facilmente perdoar uma criança por ter medo do escuro.
A real tragédia da vida é quando os homens tem medo da luz. 
                                                                                                Platão

Enquanto é mais fácil enxergar a realidade despida de desculpas injustificáveis e argumentos infundáveis,  de modo que os equívocos pessoais fiquem mais aclarados, 
tantos se perdem em agarrar desesperadamente suas justificativas, 
culpam os outros,
e ainda pensam dizem:
"paiê, foi fulano/a quem começou", "eu só falei isso porque você disse aquilo",
"o meu osso justificado (para a minha conveniência) eu não largo".
Assim, seguem felizes, pensando em como foram injustiçadas,
em como são alvos do destino, em como não poderiam mudar as circunstâncias...
afinal, são vítimas... vítimas da própria ignorância de si mesmas.


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Viagem

Abro os olhos, num susto... apenas miro a direção do meu olhar: ainda estou na estrada.
Tenho mais tempo para descansar.
Novamente, abro os olhos - mais suave dessa vez.
A cada despertar, parece que é um dia que se passou.
E, em cada viagem, são uns seis despertares.

Por enquanto, esse ano é o mais comprido e o mais rápido para mim.
As coisas de ontem são tão passado. Tão distante, tão longe.
Situações que não me machucam, fatos que pouco me emocionam.
Aprendo a conviver melhor com as idas e vindas de metáfora e literais da vida.
O eu de três meses atrás não existe mais. Nem o da semana passada.
O que há é uma renovação constante, não para melhor ou para pior, mas para o diferente: aperfeiçoa-se o que de bom que acontece, extingue-se o que não trará frutos proveitosos.
Por que a morte está sempre ao lado, lembrando do que a vida é - e do que ela pode ser.

terça-feira, 7 de setembro de 2010


De repente, acorda-se e se vê que nada mais faz sentido. As justificativas para atos e comportamentos são tão dissipadas que se tem dificuldade em enxergá-las.
É a chance do renovo. Encontrar novas razões, novas motivações, novos cenários, novas pessoas, novas situações, com base em experiências passadas que parecem que foram outros quem viveram, que parecem histórias de sabedoria que devem ser guardadas com todo cuidado e lembradas diuturnamente.

Déjà vu intenso. Algo que se tem a lembrança, mas sente que não aconteceu na pele.

Nova oportunidade de escolhas. Selecionar pensamentos, sentimentos, pessoas, lugares, oportunidades. Esperança.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

LL

Sua simples presença me fez bem. Não que ela seja parca: ela foi suficiente.
Seu sorriso me confortou. Mais do que seus esforços em me auxiliar, foi na sua risada que eu relaxei.
Seu toque me assustou. Mas fiquei feliz e desejei maior intimidade.
Sua proteção fez-me uma criança: nada poderia me fazer mal.

Depois da despedida, por dias fiquei indagando o que me incomodava. 

Sinto sua falta. É cruel experimentar algo bom e depois não poder senti-lo novamente.

All I need

Música do Shock.
Peguei emprestada.
Porque é bonita.


E porque tudo que eu preciso é o ar que respiro e um lugar para descansar a minha cabeça.

 

Por oportuno: o grafite que eu ganhei desse meu querido :*

Sim, soy yo o// 
XD 

 Caras e bocas só mascaram uma estrutura misteriosa, mas não de incentivo ao conhecimento:
de incentivo à repulsa.

domingo, 5 de setembro de 2010

Caos cotidiano II



Ele não espera mais nada da última garota com que se envolveu. Aliás, ele não espera mais nada de nenhuma mulher.

Suas mais sensíveis lembranças mostram que a mulher (qualquer mulher) é capaz de fazer tudo para conseguir o que quer. E, infelizmente, ele ostentativamente fora um indivíduo quase que indiferente para as mulheres que conheceu. Mãe, professoras, colegas, namoradas, amantes, peguetes, todas desconsideram suas expectativas e, simplesmente, ignoraram-no. Abandonaram, não olharam, não conversaram, não se interessaram. Esqueceram, riram, usaram, abandonaram. O ciclo se fecha, sempre.

Em suma: passaram por sua vida os piores exemplares do feminino.

E, hoje, assustou-se: "não conheço nada do que dizem ser o melhor da mulher. Nada. E como desejo conhecê-lo".

Mas, para isso, sabe que deverá expurgar todas as defesas que criou em suas outras experiências.