terça-feira, 12 de outubro de 2010

Não me dou bem com pessoas perfeitas




"Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida" (Lya Luft)

Pessoas perfeitas não existem. Mas há as que nos tratam como se fossem. Por isso, são ilusões. E, por consequência, não me dando bem com ilusões, não me dou bem com tais pessoas.

Paradoxo? Que seja.

Sei que, cotidianamente, deparo-me com pessoas me interrogando "estou errada?", afirmando-me "estou certa e você errada", arrotando "como sempre estou certo e você sempre está errado". Mas, com que parâmetros de certo e errado, considerando a relatividade de toda a nossa linguagem e a distraída volatividade de nossos sentimentos? Parâmetros subjetivos, lógico, mas que podem ser diferentes dos meus e, por que, então, se eu tenho balizas concentuais diversas, estaria eu errada? Não sou tão digna de igualdade quanto você? Então?

Em definitivo, infelizmente, não há muita conversa com essas pessoas: se você passa a questioná-las, é você quem está errado porque, oras bolas, como você ousaaa imaginar que ela está errada? Quem é você para interrogá-la acerca de sua suprema perfeição?

Com falsa humildade, cercam-se em seus muros mofados de joias e pedrarias e escondem, de si mesmos, a oportunidade de crescer.
Adianta  se estressar com isso? Não.

Com pouca idade e muito estilo, meninas trocam brinquedo por maquiagem e mandam no próprio guarda-roupa

Mães se assustam com o excesso de vaidade e especialistas falam sobre os limites dessa brincadeira



[...] Para a psicóloga da pediatria da Unifesp, Patrícia Spada, preocupação demais com a aparência pode até mesmo ser um sintoma de algum conflito psicológico.
— A menina que vive em função de se maquiar enquanto o mais adequado para a idade dela seria brincar já revela que está passando por alguma dificuldade emocional — afirma Spada.
Perceber a tênue linha entre a brincadeira e o exagero não parece fácil. Uma dica é observar o tempo que o ato de se embelezar ocupa na rotina da criança.
— Se a menina não sai de casa porque não acha o batom, se fica acordada até tarde mexendo na nécessaire, se vai mal na escola e se isso afeta a vida social dela, é hora de impor limites — orienta Penélope Ximenes.
E o limite, que para muitas mães é um quebra-cabeça sem encaixe, é mais simples e fácil do que pintam os pais, segundo a pedagoga.
— Diga não — sugere. — Tem mãe e pai que tem medo de dizer não e aí a criança cresce sem saber o que é isso. Está excessivo? Diga não e ponto — ensina.
A coisa só fica mais complicada quando o comportamento da criança é quase uma réplica da mãe ou quando, sem perceber, ela incentiva a vaidade da criança, como observa Mônica Spada.
— A mãe precisa identificar se ela não está estimulando um comportamento sem limite. Ela é a autoridade e o modelo e deve resolver o que é bom ou não para a criança.

Fonte: ClicRBS Donna



Ao brincar, a atuação do imaginário cria uma Zona de Desenvolvimento Proximal, uma vez que a criança reproduz regras e vivencia princípios que percebe da realidade; ela se projeta nas atividades adultas, imitando atitudes, valores e hábitos. Como, desta forma, a criança se comporta de um modo que não está de acordo com o habitual para sua idade, ela própria reconhece o ato como brincadeira ou “de mentira”. Entretanto, isto não pode ser usado para amenizar ou justificar o gosto infantil por jogos com uso de violência ou brinquedos que estimulem a erotização, por exemplo, uma vez que, como dito, a criança ao brincar está transportando para o psíquico suas percepções de mundo e sociedade.(in A criança-adulto e o adulto-criança: a Pedagogia Waldorf e a media literacy como perspectivas).
 
 
 
 
Quantos comentários poderia eu fazer sobre a notícia...
mas prefiro deixar o questionamento sobre a forma com a qual estamos nos relacionando para que os nossos reflexos demonstrem a preocupação em se enquadra, fisicamente, em um arquétipo de beleza específico, deixando de lado outros cuidados mais  essenciais para o desenvolvimento da personalidade.


"Los 33"


"A incrível história dos 33 mineiros presos a 700 metros de profundidade no interior de uma mina no norte do Chile inspirou um filme que já tem título e cartaz provisório: "Los 33", segundo contou o diretor Rodrigo Ortúzar. 'É uma grande história para se contar', comentou." Fonte: Folha Mundo

Realmente, é uma história que deve ser lembrada.

Talvez eu ainda seja ingênua de pensar dessa forma e de, possivelmente, não ver interesses de "gente grande" por trás disso, mas todos os meandros que envolvem os mineiros chilenos me emocionam demais. Além da sensibilidade pela situação de estar soterrado, há uma mobilização de diversas instituições que não demonstram apenas solidariedade: demonstram fraternidade - sim, o terceiro termo da Revolução Francesa, tão esquecido nos dias atuais.

Esquecido porque o humano, ao primar pela razão (com toda razão), abandonou a Igreja, o ente institucional que pregava o sentimento fraterno entre as pessoas. E não discordo disso, ao contrário, concordo na separação Estado-Igreja.

Mas me posiciono contra atitudes que abandonam, igualmente, consciência(s) que não pertencem à Igreja. A consciência de fraternidade pertence à humanidade, enquanto conjunto de seres sociais, que, redundantemente, prezam pela vida em comunidade, em grupos, em família.

Muito longe de ser um dogma eclesiástico, a fraternidade - a alteridade, a sensibilidade à situação do outro - implica uma relação horizontal, em que se dignificam a igualdade e a liberdade das pessoas. 

E não é aí que muitos "pecam contra seu irmão", como poderia dizer um religioso. É aí que muitos agem contra si próprios, que, infelizmente, não alcançam o significado da magnitude de ser, realmente, humano.




Dia, sol!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Larissa Riquelme procura namorado na web

Cynthia Vanzella


A paraguia fechou um contrato com o site Couple.net, muito famoso entre os coreanos.
E detalhe nada básico: a rede de relacionamentos já promoveu cerca de 20 mil casamentos no país.

Fonte: N9VE



Ela e mais umas 897389437 pessoas aí pelo mundo...
A diferença é que a Larissa vai ganhar dinheiro com isso.



Comentários integrantes
Guilherme Augusto Codignolle Souza disse... 
O que aconteceu com o método antigo para começar relacionamentos? Não que esse não seja valido mas... Parece um tanto insensivel. Meio sem valor e altamente provavel de não dar certo em poucas tentativas. :S
Por me conseguirem me revoltar, os meus parabéns. Conquistaram um seguidor. Eu também tenho um blog, quando puder passa la e me segue também se gostar do que encontrar: http://codignolle.blogspot.com 
Meu Twitter (Se você tiver): http://twitter.com/guicodignolle
 o/
 
Grazielly AB disse... 
Ah, mas que grata surpresa neste feriado, Guilherme! 
Seja bem-vindo :D
Concordo com tuas palavras e por um motivo simples: ciente de que um relacionamento verdadeiro só acontece qaudno duas pessoas sentem uma a vibração da outra no cara a cara, já fiz a experiência.
E não posso dizer o resultado foi frustrante, visto que já o esperava. Mas a conclusão maior foi: perda de tempo.
É um método válido, sim, e, sim, insensível. Sair pela web procurando um "par" (ainda mais um casamento!) assim como se sai no mercado procurando um "produto" é um tanto quanto superficial e enganador.
Lógico que há umas histórias fantásticas de amores pela internet, mas, o que mais se vê por aí é pessoas, depois de meia hora de conversa, depois de várias fotos trocadas, marcando encontro, dizendo-se apaixonadas. E isso sem sentir o cheiro da pessoa, o calor, ouvir o tom de voz, o riso, sem experimentar o clima que o casal cria, o jeito que o outro olha - isso, para mim, é sensível.
Pela internet, há uma série de sensações criadas por nosso cérebro, que transfere o que sentimos em situações semelhantes (in live) para aquele momento - o que geralmente cria a ilusão.
Depois, vem a desilusão.
Com isso, mulheres xingam os homens e vice-versa e polarizam-se cada vez mais, ao invés de se unirem em verdade (e não veem que o engano pode estar em si mesmas).
Penso que, no fundo, o problema não é o meio em si; mas a precipitação e a ilusão das pessoas.
:D
Está sendo seguido, Guilherme ;)

A novela do terreno da UFSC

Brasileiro gosta de novelas, longas historias, subdivididas numa serie de historias paralelas, com dezenas de atores secundários, interessados na sua vidinha pequena. O nosso cotidiano parece cada vez mais com as novelas da televisão, ou será o contrario e são as novelas, que a cada dia se parecem mais com o nosso cotidiano?
A instalação da UFSC na região norte, reúne todos os ingredientes para ser uma novela de sucesso, tem mocinhos, tem bandidos, tem até historias de amor. E como toda boa novela das sete tem humor e trapalhadas, como nas novelas das oito, tem um forte jogo de interesses particulares e econômicos.
Nos primeiros capítulos o enredo ganho rapidamente o interesse do publico, com a escolha do local, se criou a impressão que diversos locais estariam sendo considerados, quando na realidade o local já estava decidido. Quando a sociedade tomou conhecimento da escolha e do valor do imóvel localizado as margens da BR 101 e dos problemas que surgiriam caso o negocio se concretizasse, surgiram as primeiras criticas concretas e os primeiros alertas, todos eles confirmados no decorrer do tempo. O motivo alegado para fechar rapidamente o negocio, que alguns ainda hoje consideram uma negociata, foram os apertados prazos que a UFSC deveria cumprir, sob risco de perder a oportunidade. O tempo cuidou de mostrar a pouca consistência da afirmação.
Agora, ao anunciar que os primeiros prédios para permitir o funcionamento dos cursos já iniciados pela UFSC na região norte, se construirão no Campus da Univille, se confirma o que já se sabia, o terreno da curva do arroz é um mico, inclusive a mudança do zoneamento em volta do terreno, deve ser visto com maior suspeição, quando não se confirma a instalação da UFSC naquele local.
Ninguém entende porque a compra do terreno, não incluiu toda a área e porque agora o custo aumentou, mas quando se trata de recursos públicos, quase ninguém parece muito interessado em se preocupar, nem com o custo e nem com o destino. Os problemas de alagamento, das linhas de alta tensão e do contorno ferroviário, estavam todos eles lá antes de concretizar o negocio, ninguém agora pode alegar desconhecimento.
A novela se alastra por capítulos, sem que se possa vislumbrar claramente um final feliz, a cada novo capitulo, novos personagens assumem papeis de destaque e como nas novelas da televisão, aqueles que caem nas pesquisas, são retirados da trama, podendo ainda reaparecer por obra do autor da novela. E a vida segue.
Fonte: Comentários de Joinville/ A novela da UFSC

Jaula



Assistindo ao CSI com meu sobrinho:
- Grazy, daí eu prendo aquele homi e boto ele numa jaula e a gente vive bem, né?
- Ju, não se fala jaula: é cela, prisão.
- Tipo cadeia?
- Sim :D
- E não é a mesma coisa?
-... =~




Tecnicamente, é, meu querido...
E vivemos bem enquanto fechamos nossos olhos.