quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Coração nascimento" - por Caio Garrido

 
 
Não... Não é do Milton Nascimento que vou falar... (...) Nem do Coração de Estudante... (os estudantes e professores agradeceriam se fosse).
É do Capitão Nascimento, que vinga o nascimento do Dilmão...

Por vezes pensei que falar de política é falar de um rascunho usado... Não adianta mexer que vai piorar...

Mas hoje, ao me deparar na tela de cinema com a brutal intensidade com que o personagem Nascimento ataca o Secretário de Segurança Pública, vertendo toda sua vingança contra o Sistema que estrutura as sinapses da corrupção brasileira, levou-me a uma espécie de deleite instintual.

O Sistema é um arcabouço de politicagem de densa gramatura, que corrói o ventre da sociedade brasileira. Todo nosso ódio em relação aos poíticos mendicantes de voto é traduzido na melancolia de se votar nessa infeliz eleição. É fato fúnebre ser obrigado a votar hoje em dia. Não porque a utópica democracia não exista, mas porque apesar de tudo temos de tentar votar no menos pior, e pior, não temos um candidato menos pior. Por isso tamanha inflexibilidade na nossa vontade de votar. É extremamente melancólico ir às urnas.

E para deixarmos de ser melancólicos, temos de rir. Usando as palavras que saem da boca de um corrupto personagem do filme Tropa de Elite II: "Quem quer rir tem que fazer rir". Capitão Nascimento sabe bem disso. Hoje foi o herói nacional pra mim. Através da estória "ficcional", nos remeteu a um estado de beatitude vingatória contra o Sistema in-operante. Quando somos impedidos por obstáculos reais de satisfazermos nossa instintualidade (que seria fazer com Dilma e Serra o que Nascimento faz com Guaraci), realizamos nossos desejos através da simples evocação de impulsos, antes impedidos de se realizar, e encontram acesso através de uma atividade onírica-óptica semi-alucinatória de um filme, por exemplo.

Como diz Freud em "Os Chistes e sua Relação com o Inconsciente", os chistes ( "Freud define o chiste como um "jogo desen­volvido" em que se procura "ganhar uma pe­quena dose de prazer à custa das atividades livres e sem obstáculos do nosso aparelho psí­quico e, mais tarde, apoderar-se desse prazer como um ganho casual".") tornam possível a satisfação de um instinto (seja libidinoso ou hostil) face a um obstáculo. Evitam esse obstáculo e assim extraem prazer de uma fonte que o obstáculo tornara inacessível."

Através do filme, atravessamos esse obstáculo. E assim satisfazemos nossas necessidades mais básicas.

Talvez o dia de hoje ainda seja o rascunho de um filme com fim programado. Pois, como diria Gabriel García Márquez, uma engrenagem de repetições irreparáveis, uma roda que continuaria a dar voltas até a eternidade, só não roda eternamente por causa do desgaste progressivo e irremediável do eixo.
 
Fonte: Psique Ativa 

"Que valores são esses?" - por Ana Luisa Testa




Esse vídeo nos mostra o que no dia a dia acaba passando longe de nosso senso crítico: o que será que os valores atuais são capazes de fazer com nosso psiquismo? E como isso se reflete em nosso corpo?
A anorexia não é uma doença nova de forma alguma. Na idade média por exemplo algumas santas faziam jejuns prolongados em uma negação do próprio corpo, mas buscando uma elevação espiritual e um contato maior com o divino. Depois, na época renascentista, o padrão de beleza já era outro: mulheres com curvas, cheinhas, que representavam saúde e boa condição financeira.
Apesar de sempre existirem hoje o que ocorre é o aumento dos distúrbios alimentares. Obesidade, anorexia e bulimia. Todos denunciando um vazio em uma sociedade que tem buscado acabar com a angústia de formas erradas. O ser humano é o único animal adulto que varia seu peso entre 30 kg e 400kg.
Uma recente demonstração dos valores os que estou me referindo pode ser lido em vários sites. É o caso do “rodeio de gordas” da Unesp. Se nem a “nata” intelectual da sociedade é capaz de enxergar o que está fazendo, eu já não sei muito bem quem poderá nos salvar.
Será mesmo que o valor de uma pessoa está em seu manequim pequeno?  Não está. E aqueles que correm atrás desse manequim pequeno com toda sua alma podem acabar perdendo seu corpo para a morte. Como se a conquista desse manequim infantil pudesse trazer de volta uma felicidade. Não traz. E o perigo é que, ao invés da pessoa se conscientizar de que pegou um caminho errado para achar o pote de ouro embaixo do arco-íris, ela pensa que é porque não está magra o suficiente, precisa mais!

F a N t A s I a


 Você pretende brincar comigo por causa da minha ludicidade:  eu lhe dou um dado e digo escolha jogar e tentar a sorte ou escolha sem jogar.
Você se diverte com isso, como numa brincadeira. Ri, pega o dado, diz que joga, mais não joga; joga, mas não deixa o dado parar e pega-o novamente. Guarda o dado no bolso, faz de conta que nunca existiu e subverte o diálogo.
Jogar com a liberdade, contudo, não é brincadeira. Para mim, ao menos. Articular a liberdade é a própria vida. A minha vida. E, por vezes, enquanto o vejo jogando, engano-me pensando que brinca sem o meu assentimento. Mas, enquanto o olho e perco meu tempo, você brinca com minha autorização... até que eu, então, recolho meu tempo, pego meu dado e vou-me, fazendo a minha escolha - que, sem dúvida, é a melhor.
Enquanto você se vê com uma cor opaca em seu dia, eu venho lhe trazer as cores de uma paleta de sombras que ficam ótimas em meus olhos. E você acha isso ótimo e incrível, porque não consegue ver a coloricidade do teu redor. Mas isso é o meu cotidiano. São os meus olhos normais,  do modo que eu quiser, com as cores que me forem convenientes.



Você me tem como íntima porque eu inspiro sua alma lúdica, que habita insoldável e adormecida em seu viver. Crê que eu o conheço em sua intimidade e vice-versa. Não: não o conheço nem você me conhece. Eu só conheço a liberdade lúdica, enquanto você a soterra em suas dúvidas e lógicas de mercado.
Não obstante contemplar a minha excentricidade, tacha-me de fantasiosa. Minha fantasia de futuro-pretérito de compromissos que tenho ou que não tenho. Minha fantasia, contudo, detém todas as cores que meus olhos e, na minha vida, é real e presente, pois assim a escolhi.
Enquanto a você, minha fantasia é apenas uma miragem, pois não trata sua (des)ilusão como algo possível, mas se contenta com a forma com a qual os outros jogam.
Meu dado. Minha liberdade. Meu contexto e minha saciedade.
Ache os seus e permita-se escolher, realmente, e verá que o meu lúdico e o meu colorido é mais real que a sua fantasia monocolor.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

[seus] primeiros erros

Se você não entende, não
Se não me , não me entende 
Não procure saber onde estou nem quem sou
Se o meu jeito te surpreende



Nessa cidade que só chove, meu corpo vira sol *-* 


 

Tornozeleira Eletrônica - Nova abordagem



Fonte: Blog do Bruno Azevedo

CNJ reorienta cartórios sobre separação e divórcio

A Emenda Constitucional 66 - que eliminou o prazo de separação anterior ao divórcio tornando direta a dissolução do casamento civil - fez o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reorientar os cartórios que emitem escrituras públicas de separação e divórcio consensuais.

Por meio da Resolução 120/10, os conselheiros do CNJ revogaram o artigo 53 da Resolução 35/07, que regulava o lapso temporal de dois anos de separação de fato para a realização do divórcio. Como o requisito de separação prévia para encerrar o casamento desapareceu com a EC 66, essa contagem de prazo tornou-se desnecessária.

A outra alteração ocorreu no artigo 52. A emenda permitiu aos cônjuges separados judicialmente converter a separação judicial ou extrajudicial em divórcio diretamente no cartório. E ainda os dispensou da apresentação de certidão atualizada do processo judicial, bastando a averbação da separação na certidão de casamento.

A EC 66 eliminou a exigência de prévia separação judicial por mais de um ano ou de separação de fato (quando o casal não vive mais junto) por mais de dois anos para acabar com o casamento. Ao fazer isso, abriu a possibilidade de se dissolver essa união civil diretamente pelo divórcio.

O CNJ considerou necessário afastar qualquer dúvida sobre a aplicação da lei que deu aos cartórios o poder de reconhecer o divórcio (11.441/07). Ela foi editada para tornar mais rápido e econômico o processo de dissolução do casamento civil, além de ajudar a descongestionar a Justiça. Os ajustes promovidos na Resolução nº 35/07 foram pedidos pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

retirado do site do IBDFAM

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Olha quem tá aí... olha quem tá aí... XD~

Olha quem tá aí... olha quem tá aí...


Barbixas aqui no Sul *-*

Jaraguá do Sul (SC)
Dia: 8 de novembro
Horário: segunda 21h
Ingresso:R$50,00 (inteira) | R$ 25,00 (meia com apresentação de carteira de estudante)*
Convidados: A CONFIRMAR
Duração:provavelmente 70 minutos
Classificação: 14 anos
Local:Teatro SCAR
Rua Jorge Czerniewicz, 160 - Czerniewicz [Como Chegar?]
Informações: (47) 3370-6488 / (47) 3275-2477

*Ingressos à venda:
Bilheteria do Teatro SCAR
Rua Jorge Czerniewicz, 160 - Czerniewicz
Horário: 9h às 18h

  
Joinville (SC)
Dia: 9 de novembro
Horário: segunda 21h
Ingresso:R$50,00 (inteira) | R$ 25,00 (meia com apresentação de carteira de estudante)* [Compre Online]
Convidados: A CONFIRMAR
Duração:provavelmente 70 minutos
Classificação: 14 anos
Local:Teatro Juarez Machado
Rua José Vieira, 315 - Centro [Como Chegar?]
Informações: (47) 3026-1812 /(47) 3029-3030

*Ingressos à venda:
Fiji Lounge - Bar & Chopperia
Avenida Visconde de Taunay, 788 - Atiradores
Horário:das 14h às 20h
Bilheteria do Teatro Juarez Machado
Rua Duque de Caxias, 315 - Centro
Horário: somente no dia do espetáculo uma hora antes.