sábado, 6 de novembro de 2010

Auto-Estima: Você se valoriza?

Auto-Estima: Você se valoriza?

- Você está solteiro, filho?
- Sim, senhora :D
- Mas por quê?
- Como "mas por quê"? Isso é ruim, por acaso?
- Não, mas um cara gente boa como você é difícil estar solteiro...
- Hm... e por que você está casada?

i said maybe



Quando não se tem noção de que se é um ser criador e capaz de mudar as coisas ao redor, é o que resta: ser resignado e achar que o universo conspira ao desfavor. 
Daí, a culpa é de todo mundo, e, lógico, do universo - menos sua.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

msn ** oin



[20:16:37] A l i n e . diz:
Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.
[20:16:54] A l i n e . diz:
minha dedocatoria para vc, mas eu nao tenho aonde enfiar, ops quero dizer escrever
[20:17:09] Grazy diz:
oin **
[20:17:15] Grazy diz:
eu deixo no meu blog ^^
 
God bless us everyone...we're a broken people living under loaded gun

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

noite

"Coração nascimento" - por Caio Garrido

 
 
Não... Não é do Milton Nascimento que vou falar... (...) Nem do Coração de Estudante... (os estudantes e professores agradeceriam se fosse).
É do Capitão Nascimento, que vinga o nascimento do Dilmão...

Por vezes pensei que falar de política é falar de um rascunho usado... Não adianta mexer que vai piorar...

Mas hoje, ao me deparar na tela de cinema com a brutal intensidade com que o personagem Nascimento ataca o Secretário de Segurança Pública, vertendo toda sua vingança contra o Sistema que estrutura as sinapses da corrupção brasileira, levou-me a uma espécie de deleite instintual.

O Sistema é um arcabouço de politicagem de densa gramatura, que corrói o ventre da sociedade brasileira. Todo nosso ódio em relação aos poíticos mendicantes de voto é traduzido na melancolia de se votar nessa infeliz eleição. É fato fúnebre ser obrigado a votar hoje em dia. Não porque a utópica democracia não exista, mas porque apesar de tudo temos de tentar votar no menos pior, e pior, não temos um candidato menos pior. Por isso tamanha inflexibilidade na nossa vontade de votar. É extremamente melancólico ir às urnas.

E para deixarmos de ser melancólicos, temos de rir. Usando as palavras que saem da boca de um corrupto personagem do filme Tropa de Elite II: "Quem quer rir tem que fazer rir". Capitão Nascimento sabe bem disso. Hoje foi o herói nacional pra mim. Através da estória "ficcional", nos remeteu a um estado de beatitude vingatória contra o Sistema in-operante. Quando somos impedidos por obstáculos reais de satisfazermos nossa instintualidade (que seria fazer com Dilma e Serra o que Nascimento faz com Guaraci), realizamos nossos desejos através da simples evocação de impulsos, antes impedidos de se realizar, e encontram acesso através de uma atividade onírica-óptica semi-alucinatória de um filme, por exemplo.

Como diz Freud em "Os Chistes e sua Relação com o Inconsciente", os chistes ( "Freud define o chiste como um "jogo desen­volvido" em que se procura "ganhar uma pe­quena dose de prazer à custa das atividades livres e sem obstáculos do nosso aparelho psí­quico e, mais tarde, apoderar-se desse prazer como um ganho casual".") tornam possível a satisfação de um instinto (seja libidinoso ou hostil) face a um obstáculo. Evitam esse obstáculo e assim extraem prazer de uma fonte que o obstáculo tornara inacessível."

Através do filme, atravessamos esse obstáculo. E assim satisfazemos nossas necessidades mais básicas.

Talvez o dia de hoje ainda seja o rascunho de um filme com fim programado. Pois, como diria Gabriel García Márquez, uma engrenagem de repetições irreparáveis, uma roda que continuaria a dar voltas até a eternidade, só não roda eternamente por causa do desgaste progressivo e irremediável do eixo.
 
Fonte: Psique Ativa