quinta-feira, 23 de agosto de 2012
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Em menos de um ano, mudei de cidade, de emprego, de atividade física, de pensamentos sobre dinheiro e bicicletas. Larguei sonhos de justiça, abracei outros, finquei mais raízes e planejo mais viagens. Agora acho que entrei em uma espécie de questionamento de identidade: afinal de contas, o que eu quero?
Às favas para aqueles que imputam abstração demasiada, eu quero é mais ser eu mesma, o que eu não sei se ando sendo muito nesses dias. Creio que, no meio de tantas estradas, pedágios, livros e alunos, eu fui deixando um pedacinho de mim em cada instante que consigo, por ou sem querer, gravar com detalhes na minha mente. Gravo os momentos vividos, mas as partezinhas deixadas, não lembro quais são.
Talvez seja falta da rotina, talvez seja o novo, o velho hábito se renovando ou a inovação que não era prevista nos planos, a doação a outras pessoas, a importância a outras pessoas... Vejo que os sonhos são mesmos doces, os projetos são tão! racionais, mas, na experiência, sempre há detalhes não previstos, para os quais ninguém está preparado.
E volto aqui na tentativa de juntar, pela 28347ª vez nesses anos de primavera, as peças do que eu posso chamar de mim mesma.
Já sei que sinto falta de escrever. Isso já ajuda.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Guardador de Rebanhos
IXSou guardador de rebanhosO rebanho é os meus pensamentosE os meus pensamentos são todos sensações.Penso com os olhos e com os ouvidosE com as mãos e os pésE com o nariz e a boca.Pensar uma flor é vê-la e cheirá-laE comer um fruto é saber-lhe o sentido.Por isso quando num dia de calorMe sinto triste de goza-lo tanto.E me deito ao comprido na erva,E fecho os olhos quentes,Sinto todo o meu corpo deitado no realidadeSei a verdade e sou feliz.
XIOlá, guardador de rebanhos,Ai à beira da estrada,Que te diz o vento que passa? Que é vento, e que passa,E que já passou antes,E que passará depois,E a ti o que te diz? Muita cousa mais do que isso.Fala-me de muitas outras cousas. De memórias e de saudadesE de cousas que nunca foram. Nunca ouviste passar o vento.O vento só fala do vento.O que lhe ouviste foi mentira,E a mentira está em ti.
O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caiero (heterônimo de Fernando Pessoa)
Caos feminino #01
Daquele jeito: não sei onde parou a contagem dos caos, então, recomeça-se.
- Boa tarde.
- Boa tarde. Aqui, quem fala é a Fabiane, assessora da repimpoba da parafuseta. Com quem falo?
- Com GrazieLLY.
- Olá, GrazieLA. Estou somente ligando para confirmar a reunião marcada do meu chefe com o seu, ok?
- Tudo bem, FabianI, está conf...
- É FabianE!!!
- Ah, ok, então, o meu é GraziellY! E está confirmada a reunião.
- hmhm... desculpe é que fulano me falou que era Graziela.
- Ah, pois não é, hehe.
- Ok, então, obrigada. Tchau.
- Tchau.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Classificação Sertaneja
Pensamento analítico é assim: nada de colocar tudo no mesmo balaio porque uma coisa é o tchu, outra o tchá, outra o tchê e outra ainda, o lê.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
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