domingo, 9 de maio de 2010


Cada pessoa com a qual nos preocupamos é uma perda num momento futuro.
Poucos, atualmente, lutam para que esse momento seja o mais tardio possível.




O escuro não é tão tenebroso porque não estamos sozinhos nele.



Alguns laços são inexplicáveis, desafiam a lógica, a razão.
Alguns laços, simplesmente, devem existir.

sábado, 8 de maio de 2010

Maldita hierarquia social


Há bem pouco tempo, eu era bem condescendente com algumas pessoas que se espantavam: direito? nossa! pós-graduação?! poxa!! concurso?! ah, é?! bens materiais?! puxa vida!!
De uma certa forma, eu equiparava as linguagens e mostrava que cada qual, na sua vida, trilha um caminho específico e que vitórias e fracassos são relativas e blá blá blá -  (ou mimimis, em homenagem ao meu querido Maicon).
Equipava, assim, egos - mesmo sabendo que eu estava sendo medida pelas minhas aquisições e não pelo que sou... afinal de contas, o mundo capitalista, o egocentrismo, o eurocentrismo, o ter acima do ser e tudo o mais e blá blá blá.
Mais que isso, até! Não queria passar uma imagem que não sou: alguém que cheira vademecum cru, sem nenhuma base crítica, expurga as identidades ao redor e infla a sua vaidade dizendo "eu sei da verdade" (espécie de pessoa com a qual convivi muito na faculdade e ainda convivo em dose menor).
Eu queria aplicar, efetivamente, o princípio da igualdade na minha vida.
Resultado: igualando-me aos que não se oportunizam uma melhoria de vida e, por consequência, aos que não cuidam da própria existência, passei a ser tratada não como igual, com respeito à minha identidade e aos meus pensamentos, mas como mais uma desses iguais de massa de manobra.
Causa: eu mesma não me valorizei: valorizei mais o outro, lendo seu modo de interpretação, diminuindo-me nessa maldita hierarquia criada pela sociedade.
Erro crasso: desconsiderei as regras do jogo social e quis transplantá-lo ao mundo crítico, sem sua abertura à conscientização.
Corolário: seguir o que já ouvi há tempos: se tu aprendeste a falar difícil, fale difícil.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Volto logo

[Expediente interno.]




Se eu não tenho pressa?
Não: eu tenho urgência!
Urgência de sentir na pele o existencial questionado,
a doce essência no paladar já seco,
o cheiro colorido de tudo que conheço.
Não tenho pressa: tenho fome emergencial
Tenho uma sede de suprimir meu fôlego
Uma angústia de querer o que é eterno
Uma ânsia de pertencer ao que é terno - e nele me aconchegar.
Tudo que padeço, tudo que (des)faleço
Cumpre a função de me tornar nova ao que eu direi que é o começo
Transformo-me, transmuto-me e digo:
quero viver o que lateja em meu peito.
Quero dilascerar o que preciso aqui dentro,
com saga,
com aperto,
com afinco,
erros e acertos.
É o caminho em que posso me perder, sem medo
Já que é o traçado planejado aqui dentro
e confirmado pela razão no mesmo momento.
Urgência de sugar,
Emergência de libertar.
Urro de colorir e de perfumar.
Loucura em tocar.
Agora!


[Ainda em expediente interno.]

sábado, 1 de maio de 2010

Recomeço

No dia em que, ao ler teoria política e corrupção, conclui-se que a interpretação de uma palavra nunca alcançará a ontologia exata do objeto representado graficamente, aprofunda-se no existencialismo e descobre-se a banda Pixies...

... bem no dia em que a sensação da rotina mansa começava a inquietar a alma.