terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Los 33"


"A incrível história dos 33 mineiros presos a 700 metros de profundidade no interior de uma mina no norte do Chile inspirou um filme que já tem título e cartaz provisório: "Los 33", segundo contou o diretor Rodrigo Ortúzar. 'É uma grande história para se contar', comentou." Fonte: Folha Mundo

Realmente, é uma história que deve ser lembrada.

Talvez eu ainda seja ingênua de pensar dessa forma e de, possivelmente, não ver interesses de "gente grande" por trás disso, mas todos os meandros que envolvem os mineiros chilenos me emocionam demais. Além da sensibilidade pela situação de estar soterrado, há uma mobilização de diversas instituições que não demonstram apenas solidariedade: demonstram fraternidade - sim, o terceiro termo da Revolução Francesa, tão esquecido nos dias atuais.

Esquecido porque o humano, ao primar pela razão (com toda razão), abandonou a Igreja, o ente institucional que pregava o sentimento fraterno entre as pessoas. E não discordo disso, ao contrário, concordo na separação Estado-Igreja.

Mas me posiciono contra atitudes que abandonam, igualmente, consciência(s) que não pertencem à Igreja. A consciência de fraternidade pertence à humanidade, enquanto conjunto de seres sociais, que, redundantemente, prezam pela vida em comunidade, em grupos, em família.

Muito longe de ser um dogma eclesiástico, a fraternidade - a alteridade, a sensibilidade à situação do outro - implica uma relação horizontal, em que se dignificam a igualdade e a liberdade das pessoas. 

E não é aí que muitos "pecam contra seu irmão", como poderia dizer um religioso. É aí que muitos agem contra si próprios, que, infelizmente, não alcançam o significado da magnitude de ser, realmente, humano.




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